O custo mensal CNPJ MEI é composto principalmente pelo DAS (guia única que reúne INSS e tributos), mas pode incluir outras despesas, como contador em situações específicas, taxas municipais e custos operacionais do seu restaurante, bar ou delivery. Entenda valores, regras e o que planejar.
Custo mensal CNPJ MEI: o que entra todo mês e por quê
O custo mensal CNPJ MEI não é só “pagar um boleto”. Ele existe para manter o seu negócio regular, com cobertura previdenciária e recolhimento simplificado de tributos. Para quem atua em restaurantes, bares e foodservice, essa previsibilidade ajuda a organizar caixa e precificação.
Na prática, o gasto recorrente do MEI se divide em: (1) DAS (obrigatório), e (2) custos que podem aparecer conforme sua cidade, sua atividade e sua forma de operação (alvarás, licenças, taxas, emissão de notas, etc.).
Atualizado em fevereiro de 2026.
Quanto sai o DAS do MEI e o que ele paga
O DAS é o pagamento mensal obrigatório do MEI e é o principal item do custo. Ele reúne, em uma guia só, a contribuição ao INSS e um valor fixo de imposto, conforme a atividade. Isso dá simplicidade e evita cálculos complexos.
O valor do DAS muda ao longo do tempo porque a parte do INSS é calculada como percentual do salário mínimo (em regra, 5%). Já a parte de tributos (ICMS/ISS) é fixa e depende do tipo de atividade.
O que compõe o DAS (INSS + tributo da atividade)
Em termos práticos, o DAS costuma ter:
- INSS: contribuição previdenciária do MEI (em geral, 5% do salário mínimo), que dá acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade, desde que cumpridos os requisitos.
- ICMS: quando a atividade é de comércio/indústria (por exemplo, venda de produtos embalados, itens de conveniência, revenda de bebidas).
- ISS: quando a atividade é de serviços (muito comum em foodservice, como preparo e venda de alimentos prontos, dependendo do enquadramento e CNAE).
Alguns MEIs podem ter ICMS e ISS ao mesmo tempo, quando exercem atividades mistas (comércio e serviço), conforme o cadastro e a ocupação escolhida.
Exemplo aplicado ao foodservice (restaurante, bar e delivery)
Imagine um negócio pequeno que vende marmitas e também revende bebidas. Se a ocupação estiver cadastrada como serviço e comércio, o DAS pode incluir a contribuição ao INSS e os dois tributos fixos (ISS e ICMS). A vantagem é a previsibilidade; o cuidado é manter o cadastro correto para não gerar pendências.
Se você opera com delivery em marketplaces, vale atenção extra: o MEI continua responsável por manter o DAS em dia e por emitir notas quando exigido (por cliente PJ, por regra municipal ou por contrato com plataformas).
Além do DAS: outros custos que podem aparecer no MEI (e pegam muitos de surpresa)
Mesmo com o DAS pago, o MEI pode ter despesas recorrentes ou pontuais para funcionar legalmente. Elas variam por município e pelo tipo de operação (salão, retirada, dark kitchen, eventos). Mapear isso evita “susto” no caixa.
Para bares e restaurantes, os custos extras mais comuns estão ligados a licenças, exigências sanitárias e rotinas de nota fiscal.
Taxas municipais, alvarás e licenças
Dependendo da sua cidade e do endereço, podem existir cobranças e exigências como:
- Alvará de funcionamento (taxa anual ou periódica, e renovação).
- Licença/inspeção sanitária (Vigilância Sanitária) e adequações físicas.
- Taxas de publicidade (placas/fachadas), quando aplicável.
- Licenças específicas para manipulação de alimentos, uso de gás, música ambiente, mesas na calçada, entre outras, conforme regras locais.
Esses custos não são “do MEI” em si, mas do funcionamento regular. E podem ser decisivos ao comparar MEI vs. outras naturezas jurídicas.
Emissão de nota fiscal e custos operacionais ligados à formalização
O MEI, em regra, deve emitir nota fiscal quando vende para pessoa jurídica. Para pessoa física, a exigência pode variar conforme município/estado e regras do setor, mas é comum haver obrigação quando o cliente solicita.
Na rotina do foodservice, isso pode trazer custos indiretos:
- Certificado digital (em alguns cenários e integrações).
- Sistema emissor/PDV com módulo fiscal ou integração com a prefeitura/estado, conforme o tipo de nota.
- Tempo e processo para organizar vendas por canal (balcão, iFood/marketplaces, eventos, encomendas corporativas).
Contador: quando vira custo e quando é investimento
O MEI não é obrigado a ter contabilidade completa como outras empresas, mas isso não significa que “dá para tocar sem controle”. No foodservice, margens são apertadas e desperdício custa caro.
Um suporte contábil pode fazer diferença para: escolher CNAE correto, evitar desenquadramento, orientar emissão de notas, organizar pró-labore/retiradas e planejar crescimento (quando o MEI fica pequeno para o volume do negócio).
O que não está no DAS e pode gerar dívida se você não planejar
Pagar o DAS não quita tudo que um negócio pode dever. Existem obrigações e riscos que aparecem quando há crescimento, contratação ou operação fora do padrão do MEI. Antecipar esses pontos é o que mantém o CNPJ saudável.
Para restaurantes e bares, os principais alertas são: limites do MEI, empregado, e tributos fora do escopo do DAS.
Limite de faturamento e desenquadramento
O MEI tem limite anual de faturamento. Se você ultrapassa, pode ser desenquadrado e passar a recolher impostos por outro regime (com alíquotas e obrigações diferentes). Em foodservice, isso acontece rápido quando o delivery escala ou quando entram contratos corporativos.
O custo mensal pode aumentar não por “multa”, mas porque a empresa muda de categoria e passa a ter apuração de tributos mais completa.
Funcionário, folha e encargos
O MEI pode contratar 1 empregado (dentro das regras aplicáveis). Além do DAS, surgem custos mensais como salário, FGTS e encargos. Em cozinha e atendimento, isso é comum quando o movimento estabiliza.
Mesmo quando o valor “cabe”, o risco está na informalidade: folha mal feita e obrigações acessórias ignoradas podem virar passivo trabalhista e previdenciário.
Como estimar o custo mensal do MEI no seu restaurante ou bar
Para estimar o custo, comece pelo fixo (DAS) e some o que é recorrente no seu município e na sua operação. A melhor estimativa é aquela que separa o que é “todo mês” do que é “anual dividido por 12”. Isso ajuda a não confundir lucro com caixa.
Uma forma prática é montar um orçamento enxuto e revisá-lo sempre que você mudar endereço, ampliar atendimento ou incluir novas atividades.
Checklist rápido de planejamento
- DAS mensal (obrigatório) e data de vencimento.
- Alvará/licenças: valor anual e mês de renovação (rateie por 12).
- Vigilância Sanitária: inspeções, taxas e adequações previstas.
- Emissão de notas: ferramenta/sistema, integrações e eventuais certificados.
- Se houver empregado: salário + FGTS + rotinas mensais.
- Reserva para crescimento: quando o faturamento encostar no limite do MEI.
Erros comuns que aumentam o custo do MEI no foodservice
Os maiores “aumentos” de custo não vêm do DAS, mas de erros de enquadramento e de operação. Quando o cadastro não reflete o que você faz, ou quando você ignora exigências locais, o barato fica caro.
Evitar esses erros reduz retrabalho, risco de autuação e interrupções por falta de licença.
Principais armadilhas
- CNAE inadequado: escolher atividade que não cobre bem seu modelo (salão + delivery + eventos).
- Ignorar regras municipais: alvará e sanitária variam muito por cidade.
- Não separar finanças: misturar conta pessoal e do negócio mascara o custo real.
- Estourar limite sem perceber: marketplaces e vendas por PIX aceleram faturamento.
- Contratar informalmente: risco trabalhista costuma ser o maior “custo oculto”.
Perguntas Frequentes
Qual é o custo mensal CNPJ MEI mínimo?
O mínimo é o DAS mensal, que inclui INSS e um tributo fixo (ISS e/ou ICMS), variando conforme a atividade cadastrada e o salário mínimo vigente.
MEI de restaurante paga ISS ou ICMS?
Depende do CNAE/ocupação: serviços tendem a recolher ISS; comércio, ICMS; atividades mistas podem ter ambos no DAS.
Se eu não pagar o DAS, o que acontece?
Você acumula débito com encargos e pode ter restrições no CNPJ, além de perder a regularidade para benefícios previdenciários e para operar com empresas.
MEI precisa de alvará e Vigilância Sanitária?
Muitas cidades exigem alvará e licenças sanitárias para atividades de alimentação. As regras e taxas são municipais e podem variar por endereço e formato de operação.
MEI é obrigado a emitir nota fiscal no delivery?
Em geral, o MEI deve emitir nota ao vender para pessoa jurídica. Para pessoa física, a exigência pode variar, mas pode ser necessária quando o cliente solicita ou por regra local/contratual.
Quando o MEI deixa de valer a pena para bares e restaurantes?
Quando o faturamento se aproxima do limite anual, quando há necessidade de mais funcionários, ou quando o modelo exige obrigações fiscais que pedem estrutura maior.
O que mais pesa no custo além do DAS?
Normalmente: licenças municipais/sanitárias, custos para emissão de notas e, se houver, folha de pagamento do empregado.
Se o seu caixa oscila e você quer previsibilidade para crescer sem risco fiscal, alinhe o MEI às exigências do seu município e ao seu modelo de venda. Fale com a Acelera Contabilidade agora mesmo.








